sexta-feira, 26 de junho de 2009

Os 10 piores dos anos 2000

Estou com a revista SET do mês de junho na mão!!! Ela havia sido fechada mês retrasado, mas já voltou a circular com uma nova equipe. Aparentemente é a mesma revista, não houve mudança na diagramação, editorias e estética – apenas as pessoas que a produzem e a editora.
Pois bem, vou falar sobre uma lista que saiu na revista e que eu concordo totalmente. Todos os filmes foram muito bem escolhidos, na verdade faltou lugar para colocar mais filmes também! Eu to falando dos “Piores da Década: é o fim dos tempos (e da picada)”. O bacana dessa editoria é que os responsáveis pelas escolhas foram os próprios leitores. Através do Orkut eles perguntaram para os leitores quais foram os piores filmes produzidos desde 2000. Foram mais de 400 listas postadas. Destas 400, eles elegeram os 10 mais citados.
O primeiro filme é “Fim dos Tempos”. Como eles mesmos citam, o diretor de “O sexto sentido” não engana e surpreende mais ninguém. A história do filme simplesmente não faz sentido, não há uma razão para existir. Existe uma substância que é levada e espalhada pelo vento e que faz as pessoas cometerem suicídio. E ponto! O filme até tem algumas cenas que mantém o espectador aflito, mas não faz mais que a sua obrigação como filme de suspense.
O segundo lugar ficou para “Mulher-Gato”. Acredito que mereceria o primeiro. Esse é o tipo de filme ridiculamente mal-feito. Uma historinha muito mal elaborada, e a Sharon Stone ainda tem cara de cerâmica. A Halle Berry só sabe ser sensual, atuar que é bom, nada! E o que é o “bafinho” que o gato passa para ela ficar com os poderes? Segundo a revista SET foram necessários 14 roteiristas para se chegar numa péssima adaptação como essa. Fico me perguntando como eles conseguiram essa proeza...
Mas enfim, em terceiro lugar temos “Norbit”. Eu gosto de Eddie Murphy, ele já fez bons filmes (nada excepcional), mas esse definitivamente não emplacou. Essa coisa de ficar incorporando vários personagens ao mesmo tempo já não está mais sendo engraçado. Sem falar que o filme trata de maneira preconceituosa a obesidade e cor da pele. Nada bom para crianças, já que o filme, aparentemente, é voltado para esse público.
O quarto filme eu não assisti, por não gostar desse tipo de “adaptação” e já saber que o filme é sinônimo de bomba. “Os Espartalhões” é mais uma cópia do que foi “Todo Mundo em Pânico”. Sério pessoal, já deu! Esse tipo de piada, usando outros filmes e tendo uma forte conotação sexual não conquista mais espectadores. Até vou reescrever uma parte muito verdadeira da análise que a revista fez: “Sugando o filão descoberto por “Todo Mundo em Pânico”, as mentes (?) por trás desta tranqueira se limitaram a meter piadas gratuitas e chulas sobre blockbusters e figuras pop, sem nenhuma conexão entre elas(...)”.
O quinto filme eu também ainda não tive a chance de ver, e nem sei se quero. “Dragonball Evolution” foi outra adaptação que não deu certo, principalmente por fugir (muito!) da verdadeira história e proposta do que foi o Dragon Ball. Eles já começaram errados quando modificam o nome da história. Dragon Ball é S E P A R A D O!
O sexto filme conta com uma brasileira muito conhecida, mas que definitivamente nasceu para ser modelo, e SÓ! “Táxi”, com Giselle Bündchen, é uma comédia com ação e com Gisele Bündchen. Pronto, falei! O filme é isso! Sinto pena dos franceses, já que esse filme foi baseado nos verdadeiros sucessos, que também se chamaram “Táxi”, lá na França.
Em sétimo lugar (nem vou perder tempo comentando muito) está “Deu a Louca em Holywood”. Leia o quarto lugar e vai dar na mesma.
Em oitavo, “Velozes e Furiosos”. Um sucesso no Brasil! Tanto que o quarto saiu há pouco tempo e se deu muito bem nas bilheterias brasileiras. Vin Diesel com aquela cara de mau, com bíceps à mostra e uma carequinha muito sensual. É, deu certo! Há um público muito grande para esse tipo de filme. Tanto que depois de “Velozes e Furiosos” vários outros filmes de carros saíram e emplacaram consideravelmente bem. Bom, mas o filme continua sendo ruim.
Em nome olha outra péssima adaptação dos quadrinhos: “Elektra”. É o mesmo caso de “Mulher-Gato”. Uma mulher bonita ali no meio e uma historinha meia-boca que não se sustenta.
O último lugar foi o que mais me surpreendeu. Não por achar o filme bom, sempre achei péssimo. Mas a grande maioria das pessoas, com as quais eu converso, simplesmente adora esse filme e consideram uma das melhoras comédias de todos os tempos (sou muito mais “Entrando Numa Fria” e “Entrando Numa Fria Maior Ainda”). O filme é “As Branquelas”. O que é ver Shawn e Marlon Wayans travestidos de mulheres brancas, e achando que aquelas roupas convencem alguém? PÉSSIMO! “Vovózona” dá de 10 x 0 com Martin Lawrence e sua fantasia de senhora idosa. A única coisa boa, que eu preciso conversar, é quando um negão muito másculo canta “Thousand Miles” no carro...hahahaha...mas só!
Bom, por hoje é isso pessoal! Esse domingo vou assistir “Transformers 2”, e quem sabe “A Era do Gelo 3”. Da locadora vem “Milk” e “Passageiros”. E agora vou ver Bones! Amanhã vai rolar a edição do exercício sobre o Experimentalismo Soviético, espero que dê tudo certo. As gravações deram pelo menos...
Deixo aqui também minha tristeza pela morte de Michael Jackson! Ainda não to acreditando.

Por Fernanda Giotto Serpa

Livro X Filme

O pessoal da In Quadro (no alto na parte esquerda (de quem vê) da página), já comentou há algum tempo sobre filmes baseados em livros, quadrinhos, etc. Muitas produções passam a idéia de que foram feitas as pressas simplesmente para atingir objetivos comerciais. Anjos e Demônios e Wolverine foram muito criticados como obras cinematográficas e despertaram a fúria nos leitores, assim como aconteceu com Watchman.
Mas nem tudo é tão ruim assim. Alguns filmes nesse estilo se destacam, como Ensaio sobre a cegueira, por exemplo. Ali se encontra vários aspectos importantes do livro que não poderiam faltar ao filme.
Essa questão do que as pessoas esperam de um filme baseado em algo já existente parece um pouco injusta, pois em primeiro lugar, o idealizador da produção ou o diretor escolhe livros bons para “biografar” e ainda convive com a expectativa dos leitores que esperam encontrar no longa metragem todos os detalhes presentes no livro e, por quê não, em seu imaginário.
Solução para esse problema talvez não exista, mas uma tentativa para evitar a frustração diante das imagens seria evitar a comparação melhor ou pior que o livro, mas sim buscar na obra cinematográfica, características importantes do “roteiro original” que não poderiam faltar de jeito nenhum, pois uma coisa não dá: Reler o livro através do filme.

por Daniel Courtouke dos Santos

terça-feira, 23 de junho de 2009

Boas risadas



Esses dias, eu assisti ao Uma noite no Museu 2. É um filme puramente para a diversão, nada mais que isso, mas também nada menos. Larry Daley (Bem Stiller) deixou de ser o vigia noturno do Museu de História Natural de Nova York para se tornar um famoso inventor de bugigangas domésticas. Com o excesso de dinheiro e a falta de tempo, Larry se afastou um pouco dos antigos companheiros feitos de cera. Um certo fim de tarde, ele foi visitar o museu e soube que seus amigos seriam substituídos por hologramas. Larry tentou rever a situação sem sucesso. Com essa mudança, alguns personagens como o caubói Jedediah Smith (Owen Wilson) e o romano Octavius (Steve Coogan) seriam enviados para os arquivos federais do Instituto Smithsoniano, em Washington. A placa que dá vida a esses personagens ficaria em Nova York, assim como alguns poucos personagens como Teddy Roosevelt (Robin Williams). Mas o simpático e “mão leve” capuchinho acabou levando a placa para a capital norte-americana.
Quando Larry soube foi para Washington para evitar que a placa levasse vida aos cerca de 142 milhões de itens das coleções do maior e mais visitado museu do mundo. E é quando Larry tem acesso aos arquivos federais que toda a história acontece. Ele não consegue evitar que os personagens ganhem vida e assim ficamos conhecendo novos elementos da história norte-americana e mundial.
Uma das coisas mais legais do filme é que tudo ganha vida. E ao mesmo tempo esse é um pequeno problema, uma vez que, são muitos personagens e nem todos conseguem ser aproveitados o quanto deveriam. Amelia Earhart (Amy Adams) fez parte da história da aviação e ajuda Larry durante boa parte do filme. Assim como, Kahmunrah (Hank Azaria) que é o grande vilão e uma das partes mais divertidas do filme. Al Capone, Napoleão, o Pensador (que é um garanhão todo fútil, bem diferente do que qualquer um poderia imaginar), o polvo dengoso e os cupidos “boys band” são personagens que poderiam ser mais explorados.
Outra coisa que eu gostei foi o fato dos quadros também ganharem vida, não lembro se isso acontece no primeiro (se acontece eu esqueci!), mas me surpreendi. E não posso deixar de falar que o Al Capone ser em preto e branco, enquanto todo o filme está colorido foi muito legal pra mim. Achei uma ótima sacada.Nenhum pequeno problema desses compromete o objetivo do filme. Dei muitas risadas e aconselho para quem gosta de se divertir. É uma
narrativa bem envolvente e prende a atenção tanto de adultos quantos dos mais novos.

Por Tatiana Olegario

"A maioria respeita o distintivo, todos respeitam a arma"

As Duas Faces da Lei, com Al Pacino e Robert De Niro é um filme sobre policiais, corrupção e ética. Não necessariamente nessa ordem. Rooster (Pacino) e Turk (De Niro), são parceiros de polícia há muitos anos. Os dois vivem um caso de cumplicidade incondicional quando o assunto é trabalho.
O filme se passa em Nova Iorque, onde misteriosamente alguém se cansa de ver as injustiças cometidas por criminosos que a lei jamais consegue incriminar e começa a mata-los um por um (fosse um filme de super heróis o suspeito poderia ser o Demolidor – O Homem sem medo). Mas como todo assassino de filme, ele deixa pistas. Nesse caso, ele parece querer ser encontrado, pois ao lado de cada corpo estendido no chão, é encontrado um poema.
À medida que as mortes se sucedem, as pistas indicam que os policiais também são suspeitos. Em paralelo as investigações externas, policiais começam a investigar uns aos outros e logo entramos num cenário cercado de dúvidas. O filme é bom, mas infelizmente, talvez pela quantidade de produções existentes, não ficamos surpresos com o desfecho final.

Por Daniel Courtouke

sábado, 20 de junho de 2009

O homem sem piedade!

Esse blog definitivamente não é mais o mesmo. O mês de junho foi simplesmente um desleixo em relação às postagens. Mas enfim, não foi por querer. Foi pela tal falta de tempo que todo mundo conhece.
Tenho assistido à poucos filmes. Esse fim de semana promete ser melhor, com mais lançamentos que chegaram às locadoras e com direito a cinema no domingo. Mas enquanto eu não tenho o que comentar sobre filmes, resolvi falar sobre um cara que muitas pessoas conhecem, temem, admiram e com certeza já sonharam em ser como ele: o mito Chuck Norris.
Seu nome é Carlos Ray Junior. A etnia mestiça, irlandês e índio cherokee, sempre foi um problema para Norris, que sofreu muito durante o tempo que passou na escola. O preconceito foi o seu pior inimigo. As crianças o insultavam e o consideravam medíocres. Tadinhas, ingênuas. Mal elas sabiam quem seria esse mestiço no futuro. Caso contrário elas não ousariam sequer falar com ele olhando diretamente nos olhos. Afinal seu roundhouse kick é mortal.
Chuck Norris passou a ser chamado assim depois que integrou-se à Força Aérea dos Estados Unidos e foi enviado para a Coréia do Norte. Lá ele conheceu a arte marcial Tangsudo, o que o levou a treinar Taekwondo e conseguir a faixa preta nas duas categorias. Logo vemos que o que se fala de Chuck Norris não é lenda. E ele não é um cara que se deixa vencer facilmente. Ele tomou coragem e criou uma nova arte marcial, chamada Chun Kuk Do, que significa Caminho Universal. Ele chegou a treinar o filho do Steve McQueen!
Ele ganhou vários campeonatos envolvendo vários tipos de artes marciais. Mas o que realmente o fez aparecer para o mundo foram os vários filmes que o ator protagonizou. Algumas vezes até fazendo ele mesmo. Chuck Norris como Chuck Norris. Só Chuck Norris consegue fazer ele mesmo e ainda mostrar uma excelente atuação. Isso é para poucos. São vários os filmes que posso citar e recomendo: O Homem do Presidente, Braddock, Força Delta, etc, etc, etc. Quando ele foi convidado para fazer o vilão no filme Karate Kid ele recusou o papel, pois se negava a fazer um personagem que saísse prejudicado no final do filme. Isso é coisa de Chuck Norris.
No filme Parque dos Dinossauros há um detalhe que não foi exposto para o público. Chuck Norris fez uma pequena participação no filme. O Tiranossauro Rex não estava perseguindo o jipe. Chuck Norris estava perseguindo o Tiranossauro, e o jipe. O filme Godzilla também tem uma pitadinha de Chuck Norris. Ele é a versão japonesa da primeira visita de Chuck Norris ao Japão. O cinema teve muita influência de Chuck Norris. Por exemplo, o nome do filme Alien vs. Predador era originalmente Alien e Predador vs. Chuck Norris. Porém a produtora chegou a conclusão de quem um filme com apenas 14 segundos não renderia. Outra coisa que muitos fãs do Hulk não sabem é que quando Bruce Branner fica irado ele se transforma no Hulk, e quando o Hulk fica irado ele se transforma em Chuck Norris. Chuck Norris também entrou para o Clube da Luta. O Clube perdeu! No filme O Exterminador do Futuro, quando Arnold Schwarzenegger disse “II be back” ele estava indo pedir ajuda para Chuck Norris. E desculpa se eu vou estragar a surpresa para os seguidores do seriado Lost, mas o mistério da ilha só tem uma resposta: Chuck Norris.
O importante é lembrar que existem 100 verdades sobre Chuck Norris que são universais e únicas. E jamais poderão ser contestadas. Se algum dia alguém tentou contestar, com certeza não ficou vivo para contar história. Por exemplo, Chuck Norris perdeu a virgindade antes do próprio pai. E ele tirou a virgindade de 98% das mulheres de todo o planeta. 2% são as mulheres da família Norris. Wilt Chamberlein afirmou ter dormido com mais de 20 mil mulheres em toda sua vida. Isso para Chuck Norris é uma terça-feira monótona.
Sabe o que Chuck Norris come no café da manhã? Steven Seagal e Vin Diesel! Chuck Norris é também um cara muito inteligente. Ele sabe o último algarismo do PI, e já contou até ao infinito. Duas vezes! Chuck Norris inventou o preto. Na verdade ele inventou todas as cores, menos o rosa. Tom Cruise inventou o rosa.
E sinto pelas crianças nesse momento. Antes de esquecer um presente de Chuck Norris, o Papai Noel existia! Aliás, os dinossauros olharam torto para Chuck Norris uma vez. Uma vez! Chuck Norris passa todas as noites com as luzes acessas, mas ele não tem medo do escuro. O escuro tem medo de Chuck Norris.
Chuck Norris é razão pela qual Wally, do livro Onde está Wally? se esconde! Chuck Norris é tão respeitado e bem quisto que pediu um Big Mac no Bob´s e foi atendido! Ele também é muito gente-fina. Deus pode lhe confirmar isso. Quando Deus disse: “Faça-se a luz!”, Chuck Norris respondeu: “Peça por favor”. E luz pode ser feita.
Eu poderia continuar a falar de Chuck Norris por muito tempo. Como você pode perceber ele é uma pessoa única nesse mundo. Pra terminar esse post, deixo um aviso: se você vê Chuck Norris, ele pode te ver. Se você não vê Chuck Norris, você pode estar perto da morte!


Por Fernanda Giotto Serpa

domingo, 14 de junho de 2009

Anjos e demônios da ciência

Esse título acima foi retirado da coluna do físico Marcelo Gleiser (foto) no caderno mais! da Folha de S. Paulo, publicada neste domingo (14 de junho). Em meio a tantas críticas, positivas e negativas, envolvendo o filme Anjos e demônios, Gleiser relata sua opinião sobre o longa do ponto de vista da sua profissão. Vale a pena dar uma olhada e pensar a respeito do livro, do filme, da religião e da ciência:
"Como não podia deixar de ser, hoje escrevo sobre o filme "Anjos e Demônios", baseado no romance homônimo de Dan Brown.
Para os leitores que não tiveram a oportunidade de assistir ao filme ou ler o livro, a narrativa trata de um complô para assassinar a cúpula da Igreja Católica durante a escolha de um novo papa. Uma bomba extremamente poderosa foi escondida em algum lugar da famosa basílica de São Pedro, no Vaticano, e irá explodir, a menos que nosso herói, o professor de Harvard especialista na interpretação de símbolos Robert Langdon (Tom Hanks), consiga desvendar uma série de mistérios e pistas.
A bomba, e aqui entra o tema principal do filme, é um artefato que usa uma amostra de antimatéria criada pelos cientistas do Cern, o centro europeu de física de partículas, a casa do LHC, o gigantesco colisor de partículas que deverá entrar em funcionamento em alguns meses. O filme retrata o conflito entre os magistérios que supostamente disputam o domínio da sociedade: a religião e a ciência.
A cena inicial se passa no templo da ciência, onde os seus sacerdotes, os cientistas do Cern, preparam-se para acionar a maior máquina já construída na história. A bela física italiana Vittoria Vetra (Ayelet Zurer) e seu colega, um padre físico (vejam que essa união não é impossível), planejam isolar um pouco de antimatéria.
O ponto é que antimatéria é extremamente rara: o Universo é composto quase exclusivamente de matéria, os átomos formados de partículas elementares como elétrons e quarks (componentes dos prótons e nêutrons). Ainda bem. Partículas de matéria desintegram-se imediatamente quando entram em contato com partículas de antimatéria, transformando-se em raios gama, uma forma de radiação eletromagnética de altíssima energia. Se você apertasse a mão da sua antipessoa, o Brasil desapareceria em instantes.
A bomba que ameaça destruir o Vaticano é feita de antimatéria, roubada do experimento no Cern. No livro, fica claro que a intenção dos físicos é recriar o Big Bang, o momento da criação, transformando mistério em ciência. O padre físico quer provar que Deus existe; os cientistas, que a ciência explica até mesmo o mistério da criação sem a necessidade de interferências sobrenaturais. No meio tempo, a liderança da Igreja Católica pode desaparecer do mapa: o fim da religião pelas mãos da ciência.
Não vou contar o que acontece no filme, para não estragar a surpresa.
Mesmo que o enredo não faça muito sentido do ponto de vista científico, Dan Brown consegue trazer o conflito entre ciência e religião ao grande público, o que acho notável.
Infelizmente, no filme vemos uma tendência a manter estereótipos que me parecem injustos. Existe uma aura de inocência nos cientistas e de sapiência nos cardeais, como se cientistas fossem imaturos e irresponsáveis perante a autoridade moral da igreja.
O templo da ciência parece um brinquedo perante o majestoso templo da igreja. (E, em termos de beleza, não há mesmo o que comparar. Mas a questão aqui é a função de cada um.)
Mas o que define a sociedade moderna? Os "brinquedos" digitais da ciência ou a moral ancestral da religião?
A sabedoria e a moralidade não são província exclusiva da religião. Muitas pessoas sábias e altamente morais não são religiosas. Todos sabem que matar é errado (mesmo que as religiões se esqueçam disso com frequência), e a maioria sabe que devemos amar o nosso próximo. Os desafios que enfrentaremos ao longo deste século, do aquecimento global à crise de energia, serão resolvidos nos templos da ciência e não nos belos templos da religião".

por Daniel Courtouke dos Santos

sábado, 13 de junho de 2009

Uma discussão sobre jornalismo...

Nessa quinta fui ao cinema e assisti ao Intrigas de Estado. É uma história super envolvente e interessante que me fez repensar vários pontos tanto na arte de fazer cinema, como no jornalismo.
Tudo começa quando alguns assassinatos acontecem. Um homem mata um garoto infrator e em seguida tem que matar outro rapaz que passava pelo local. O jornalista Cal McAffrey (Russell Crowe) assume a cobertura do caso. Investigando a morte do menor, Cal acaba descobrindo uma história bem mais complicada do que ele imagina. No dia seguinte ao assassinato dos dois meninos, a assistente (e amante) do Congressista Stephen Collins (Ben Affleck) morre em um misterioso acidente no metrô. Stephen chora ao anunciar a morte da assistente e a mídia descobre que eram amantes. Com o escândalo o Congressista e McAffrey, que são amigos de longa data, se reaproximam. Collins procurava refúgio dos paparazzi, enquanto Cal queria o furo de reportagem. Assim, os dois mantêm uma relação de ajuda mútua. Vale à pena conferir essa história... É um filme muito bom de assistir, super envolvente. A trilha sonora prende a atenção e você se sente tenso durante todo o tempo.
Quero ressaltar, agora, os pontos jornalísticos debatidos nesse filme. Cal McAffrey é o jornalista principal da história, trabalha em parceria com a inexperiente Della Frye (Rachel McAdams), que escreve para o blog. E é através de Cal que são feitas as maiores críticas à indústria da fofoca, à corrida do jornalismo online e à falta de comprometimento e de responsabilidade de alguns jornalistas (em especiais blogueiros). É uma valorização ao jornalismo impresso. As primeiras alfinetadas aparecem logo, Cal lê o blog que Della escreve e decide sugerir fontes para ela, ao telefone ele diz: “estou falando isso para a próxima vez que você decidir vomitar online”. McAffrey não poupa comentários negativos sobre a vontade de que tudo seja notícia, sobre as opiniões e julgamentos que são feitos em blogs. Outro ponto que eu achei importante é a amizade entre o jornalista e o Congressista. Por mais que McAffrey pretenda manter a ética, a moral e os bons costumes do jornalismo, ele não consegue separar a ligação pessoal... Ele fica, de certa forma, cego para uma parte da história que faz toda a diferença. Fez com que eu pensasse até que ponto podemos estar ligados às fontes, até que ponto essa ligação é saudável... Parece-me ser uma linha tão tênue! Fiquei realmente pensando nisso. Por mais que tenhamos as melhores intenções, muitas vezes podemos ser traídos por nós mesmos.
Durante toda a história, a chefe de Cal, Cameron Lynne, (Helen Mirren) cobra dele manchetes, matérias de capa, assuntos que vendam jornal. Esse é outro ponto interessante, será que o que os jornais procuram é realmente verificar a veracidade das informações ou vender!? Certo momento no filme, a jornalista descobre uma história escandalosa e diz para Cal que pretende postar no blog, ele fala mal dos blogs e ela decide não postar. Depois isso vira primeira capa de outros jornais e Lynne cobra deles qual o motivo por não terem publicado. McAffrey afirma que não tinham certeza se a mulher falava a verdade e optaram por não publicar e a chefe diz: “Não importa! Se for mentira, vira outra matéria de capa. O que importa é vender jornal”. Onde estão os valores? A ética? Até que ponto devemos nos submeter às imposições do local de trabalho?!
Perto do final do filme, McAffrey descobre toda a falcatrua e discute com o culpado (não vou dizer que é! Hahaha). O culpado diz que a noção de justiça dele é muito engraçada (se referindo ao fato de Cal afirmar que vai publicar toda a verdade) e o jornalista responde que existem pessoas, sim, que lêem jornais e que essas pessoas sabem diferenciar uma verdade de uma mentira, que as pessoas ainda valorizam o jornal impresso e que ele ainda é importante. Durante o filme, Cal comenta com Della que a história que estão descobrindo é muito boa para ser publicada no internet, mais vez, falando da falta de credibilidade do online.
E para que o filme ganhasse um brilho a mais, o final é simplesmente maravilhoso. A seqüência apresenta o jornal sendo impresso, enquanto a câmera acompanha todas as etapas do processo até a revelação de uma manchete que encerra a história. Não sei se só pelo fato de ser uma futura jornalista, mas achei uma forma grandiosa de terminar um filme tão bem produzidinho.
Aqui vai o trailer do filme e a dica: assistam!

Tatiana Olegario da Silva