sábado, 16 de maio de 2009

Ohhhh! Fancy policeman...



Hoje a comemoração foi em grande estilo! Depois de um cansativo dia gravando a cena de “Os Infiltrados”, nada melhor do que ir ao Jardins Grill. Quanto ao valor eu prefiro não comentar, nem quanto a quantidade de comida consumida. O grupo tomada1 ficou desfalcado, mas não se preocupem, comemos por todos! Como diz o Japonês esse foi o dia “de vez em quando” pra gastar. O próximo será o “de vez em nunca”.
Chegamos à PUC nove da manhã. Antes disso pegamos a câmera e compramos um cafézão no Mc Donald´s (precisávamos dos copos para usar na cena). Quando todo o grupo chegou começamos a preparar os figurinos e preparamos o elevador (sim, usamos o elevador da PUC mesmo, infelizmente).
A parte mais difícil foi nos adequarmos ao nosso precário cenário. Colocar sete pessoas dentro de um espaço minúsculo e pegar os ângulos de câmera que correspondiam ao filme deu uma bela dor de cabeça. Sem falar nos probleminhas de luz estourada e o “piiiiii” no sensor que não parava nunca. Mas acredito que alcançamos o objetivo. Segunda-feira vamos editar, e tenho certeza que o resultado será satisfatório. E caso não seja, valeu pela experiência. Foi muito divertido! Apesar de acordar cedo em pleno sábado e ir almoçar só às 15:30 da tarde.
Quando se faz um exercício desse você passa a entender o porquê que em gravações de grande porte são gravados apenas 2 ou 3 minutos por dia. É muita coisa para pensar e se preocupar. Continuidade, enquadramento, luz, falas, som, cenário, figurino – é um catatau de coisas. Produção é definitivamente indispensável!
Agradeço a colaboração de todo o grupo, que foi muito parceiro nessa hora e, lógico, pela diversão! tomada1 em “Os Infiltrados” na quarta-feira. Não percam! Vou colocar o vídeo aqui no blog. E abaixo a cena completa:



Acima está a foto de uma parte da cena que regravamos. As fotos que tiramos hoje estão com o Dani! Espero que ele me passe de uma vez, ou que poste aqui no blog. É o mínimo, hein Daniel? Temos vídeos também...semana que vem estará no blog!

Já que estamos falando de “Os Infiltrados”, vamos falar também de Scorsese. O próximo trabalho dele será a cinebiografia de Frank Sinatra. Mal anunciaram a novidade e já existem muitas especulações para saber quem vai interpretar o protagonista. Johnny Depp é o primeiro boato, anunciou o blog Deadline Hollywood. O blog soltou também que o ator que interpretará Sinatra não vai cantar no filme, já que o estúdio conseguiu os direitos da gravação do cantor. Esse boato sobre Depp coloca em xeque a predileção de Scorsese por Leonardo Di Caprio, seu mais novo protegido. Mas como o filme ainda nem tem data para começar a produção, muitas coisas vão rolar por aí ainda.
Outra boa notícia hoje! A revista SET que estava temporariamente fora do mercado volta a funcionar nesse mês de maio. A equipe de jornalistas que produzia a revista mudou, logo haverá mudanças na sua linha editorial também. Mas o importante é saber que essa importante revista, que está desde 1987 no mercado não deixe seus leitores na mão. O novo responsável pela redação será Mario Marques.
A idéia principal é resgatar os fãs de cinema que eram assinantes da revista, um número de pessoas que diminuiu consideravelmente nesse último ano. A linha editorial vai mudar também. Marques disse que vão tentar trazer mais entrevistas exclusivas, e não focar tanto em super-heróis de quadrinhos e blockbusters. Eu, sinceramente, acho uma pena. Confesso que adoro e prefiro blockbusters, por mais que sejam voltados para um lado mais comercial! Desejo vida eterna aos blockbusters...hahaha! Mas enfim, as mudanças estão ocorrendo aos poucos. Será o leitor que dará a palavra final. Assim que puder, vou na banquinha para conferir.
Amanhã vou ao cinema assistir “Anjos e Demônios”. A crítica não foi muito calorosa com o filme. Na realidade a crítica destroçou o filme. Disse que Hanks faz o mesmo papel automático que apresentou em “O Código da Vinci”, e que o personagem dele, Robert Langdon, é um assexuado herói caxias. Disse também que dá para sentir vergonha por Ewan McGregor como o camerlengo Patrick McKenna. Comparam-no com Wolverine e o chamam de Super Padre. Resumindo, a crítica diz que o filme é apenas um excesso de ação, sem chance de respirar, e que apenas é válido pela boa produção. 2 ovinhos no Omelete. Nada bom, mas vou conferir.
A minha frase final hoje é: “Ohhh! Fancy policeman”, em homenagem à personagem da Tatiana no filme! Hahahaha... escutei isso mais de 100 vezes hoje!

Por Fernanda Giotto Serpa

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Já está pegando...

Lançado em Outubro de 2006,o filme comedia de ação e aventura, O bicho vai pegar, foi o primeiro longa metragem animado da Sony Pictures Animation. Boog (Martin Lawrence), e um feliz urso pardo domesticado, tem sua vida perfeita virada de cabeça para baixo depois que conhece Elliot ( Ashton Kutcher), um esquelético cervo tagarela.
Na tranqüila cidade de Timberline, o urso de 400 Kg Boog tem a vida que pediu a Deus. Ele passa seus dias como a estrela dos shows ecológicos da cidade e suas noites em suas luxuosas acomodações na garagem da Guarda Florestal Beth (Debra Messing) que o criou desde filhote. Toda cidade tem um valentão e Timberline tem o paranóico caçador Shaw (Gary Sinise). Shaw acredita que os animais estão conspirando contra os humanos, “Então nós temos que pegá-los antes que eles peguem a gente”! Quando ele chega na cidade com o cervo de um só chifre – Elliot - amarrado ao capô de sua caminhonete, Boog pensa duas vezes antes de interferir. Mas, motivado pelos pedidos de socorro de Elliot, Boog – indo contra o bom senso – o liberta. Ele nunca imaginaria ver Elliot de novo. Dirigido por Roger Alles, Jill Culton e Anthony Stacchi, apenas Roger Allers já tinha dirigido um longa-metragem antes de O Bicho Vai Pegar. Ashton Kutcher e Martin Lawrence jamais se encontram durante as gravações de seus personagens para O Bicho Vai Pegar.
Por Mariana Campos Virgilio

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Janela Aberta

Um homem tenta lembrar se fechou uma janela. Um fato simples e corriqueiro; uma janela aberta; uma mente confusa. Um show de montagem e uma trilha sonora envolvente. Tudo representado de maneira magnífica neste curta de Philippe Barcinski.
Não vou me estender muito por aqui. Basta assistir.





Se tiver remédio para o personagem, me avisem.


Douglas Trevisan

Relatos sobre um elevador!

Vou escrever rapidamente sobre como anda as coisas na nossa reprodução da cena “Os Infiltrados”. Escolhemos a cena na qual Matt Damon, no papel de Colin conhece Madolyn, a psicóloga. A cena acontece dentro de um elevador. Aparentemente tudo muito simples. Nós também achávamos isso até começar a procurar o bendito elevador!
Precisamos de um elevador grande, que caiba 7 pessoas dentro folgado e que seja de inox (não sei bem se é o material, mas é o que parece). Se alguém, por acaso, conhecer um desse me avise urgentemente. Caso contrário, teremos que apelar para o elevador apertadinho da PUC.
O pior é sabermos que existe o elevador perfeito. Ele está lá, no Shopping Itália. Na verdade são 8 deles, igualzinho ao do filme. Espaçoso, sem espelho, inox, até a luz é igual. O problema é que não autorizaram nossa gravação lá. Quem sabe amanhã a gente vá lá importunar um pouco mais, tentarmos ser mais convincentes e se tudo der certo, conseguir o tal elevador.
Os figurinos são tranqüilos. O maior problema é que os guris do meu grupo têm um sério problema com ternos, eles não os têm! Mas isso não é nenhum grande desafio, empresta dali, pega daqui e no final todos estarão nos seus papéis. Nossos grandes figurinistas serão Giselle, Mariana, Oliver, Gui e Douglas.
Já os atores principais serão representados por Tati e Igor! Nunca se viu antes um japonês interpretando Matt Damon! E também nunca se viu antes uma quase baiana interpretando uma loira americana! Hahaha... Essa que quero ver. Mas eu confio nesses dois, eles vão mandar bem nos diálogos. Se será em inglês ou português ainda não sabemos, mas de qualquer maneira eu sei que eles vão mandar bem na hora da ação.
Uma cena que tinha tudo para ser simples está nos dando uma pequena dor de cabeça. Mas acredito que no final vai dar tudo certo. Vamos entregar um bom trabalho nas mãos da Celina (a professora que inventa essas loucuras divertidas) e já começar a pensar no próximo trabalho, que terá uma próxima produção da Agência tomada1.
O próximo trabalho será sobre Experimentalismo Soviético. Nome comprido e aparentemente complicado. Vou tentar ler o máximo que eu conseguir e tentar descomplicar. Logo, quem vai me acompanhar nesse resto de semana é Eisenstein, e pelo menos uma das minhas sessões de cinema em casa será “Encouraçado de Potemkin”. Vou tentar ir mais além e tentar pensar numa futura produção que contenha as características desse movimento. Que venham os trabalhos! E que vão também, o mais rápido e bem feito possíveis!
Mas antes disso, eu ainda preciso de um elevador...

Por Fernanda Giotto Serpa

Do outro lado!

Na frente das câmeras os atores. Por trás delas, também. É assim que vem acontecendo com vários artistas, que não sei se por vocação, cansaço, vontade ou simplesmente alguma crise existencial decidem dirigir ao invés de atuar nos filmes. Inclusive alguns deles deixaram de atuar e passaram a se dedicar somente à direção como, por exemplo, Mel Gibson, que atuou e dirigiu seu primeiro filme em 1993 “O homem sem face”, continuou levando as duas atividades em “Coração Valente”, porém ultimamente foi visto nos créditos só como diretor em “Paixão de Cristo” e “Apocalypto”.
Um que não deixou de atuar apesar dos seis anos de experiência como diretor de três longas, foi George Clooney, responsável por “Confissões de uma Mente Perigosa” e “Boa Noite e Boa Sorte”, os mais elogiados. Sem contar os veteranos Clint Eastwood, Robert De Niro, Jack Nicholson e Anthony Hopkins que continuaram atuando mesmo tendo dirigindo filmes muito bons.
Um ator que me surpreendeu como diretor foi Johnny Depp, dias destes assisti “O Bravo”, o filme já deve ter mais de 10 anos, é um pouco desconhecido, mas ótimo. Depp atua no filme como Raphael, um índio americano pobre que vive num trailer com a mulher e dois filhos, um dia recebe uma proposta de MC Carthy (uma pequena aparição do amigo Marlon Brando), que propõe que ele aparecesse num filme sendo espancado até a morte. Numa cena que não seria encenada, seria real e em troca, receberia 50 mil dólares. Ele aceita. O prazo é de uma semana, a qual ele aproveita para ficar com a família e prepará-la inconscientemente para sua morte.
Depp não apela para a emoção, como em muitos filmes Hollywoodianos do mesmo gênero, o que nos dá liberdade e permite reações à história de uma forma pessoal, exigindo um envolvimento bem maior com o roteiro. Foi o primeiro e único filme dirigido e roteirizado por ele, e eu espero que não seja o ultimo, já que ele comprou recentemente os direitos do livro de Nick Hornby, “A Long Way Down”, para adaptação cinematográfica.

Por Giselle Farinhas

Regras


“Clube da Luta” é o tipo de filme que te leva a pensar uma coisa durante todo o filme e no final te passa uma rasteira e diz “te peguei”. Não era nada daquilo que você pensava! Você termina o filme e é capaz de se ver (sem um espelho) com uma cara de bobo. Eu adoraria contar o final do filme para poder expressar essa surpresa, mas óbvio que eu jamais faria uma maldade dessas. Sigo aquele velho ditado: “Não faça para o outro aquilo que você não gostaria que fizessem pra você”.
O filme conta com atuações brilhantes de Edward Norton e Brad Pitt. Edward Norton interpreta Jack, o tal do cara patético, que leva aquela vidinha mais ou menos confortavelmente. Até o momento em que ele não consegue mais dormir e a insônia o deixa louco. Ele encontra sua salvação em grupos de terapia (me diga se isso não é patético). Ele passa a conviver diariamente com pessoas que tem alguma doença, como câncer ou tuberculose. Ele então volta a dormir como um bebê, e se convence de que tem muito a agradecer.
Eis que aparece na história uma mulher chamada Marla (Helena Carter). Cara e tipo de se vestir de louca. Fuma feito uma louca e vai aos grupos de terapia para tuberculoso. Ela é uma versão feminina de Jack nesse aspecto. Ela vira o mundo dele para baixo. Do nada ele se vê perdido na insônia novamente. Ir aos grupos não dá mais certo. Em meio a essa loucura Jack encontra Tyler (Brad Pitt). Um cara tranqüilo, charmoso, descolado (gíria antiga hein), tudo o que Jack queria ser.
O mais chocante no filme é que eles resolvem brigar do nada. Simplesmente começam a bater um no outro pelo prazer, o prazer da dor. Não processei isso até agora . A partir dessa brincadeira, nada recomendável, eles começam a encontrar adeptos. O grupo cresce e as regras desse clube, chamado “Clube da Luta” são:
1 – Você não fala sobre o Clube da Luta
2 – Você não fala sobre o Clube da Luta
3 – Quando alguém disse “pare” ou perder os sentidos a luta acaba
4 – Só dois caras em cada luta
5 – Uma luta de cada vez
6 – Sem camisa, sem sapatos
7 – As lutas duram o tempo que for necessário
8 – Se essa é a sua primeira noite no Clube da Luta você precisa lutar
Apenas oito regras que criam um exército de homens alienados que apenas respeitam as ordens do clube. Respondem “Sim, senhor”, “Não, senhor”, admiram Tyler e Jack e estão unidos para por em prática o “Projeto do Caos” de Tyler. Ele é totalmente contra a sociedade do consumismo. Não acredita nas necessidades materiais e quer acabar com esse capitalismo selvagem.
Você nota que Jack não está normal em nenhum momento no filme. No começo ele é um coitado, que apenas sobrevive. E depois ele vira um ser cheio de raiva e extravasa isso sempre que pode, até o momento no qual ele perde o controle.
O filme faz uma crítica clara sobre a sociedade de hoje. Você percebe isso nas falas de Brad Pitt. Há momentos em que ele diz “Você não é o seu carro...não é a sua casa”. Ele apenas vive de idéias e vontades. Outra parte do filme que também mostra esse lado é quando eles vão roubar gordura de uma clínica que faz lipoaspiração para fazer sabão. Depois que eles fazem o sabão eles vendem nas melhores lojas, pois é o produto preferido das ricaças. Ricaças essas que fizeram a lipoaspiração. Um ciclo de consumo!
O grupo que ele forma é totalmente alienado, não tem pensamentos próprios e não questiona idéias. Isso me lembra muito o socialismo: acabar com o consumo, promover igualdade, mas não dar chance de questionamentos e criar uma hierarquia no grupo. Pode parecer abobrinha, mas foi isso que eu pensei.
O que choca no filme também é a maneira como é usado o som. Nos momentos de briga tudo o que está em volta fica mudo, você apenas escuta o som do impacto dos golpes. Não adianta fechar os olhos para não ver, é o som que intensifica essa sensação de mal-estar. O que você deseja é que aquela cena passe logo, simplesmente isso. O problema é que elas geralmente são mais longas.
“Clube da Luta” é um filme bom porque ele faz você pensar e questionar. O filme é cheio de absurdos, começando pelo grupo que se forma, pela maneira que acontece e depois pelo “grand finale”. Não é uma história simples de absorver. Ele não é convidativo, principalmente se for analisar cenários, histórias do personagem e a excessiva violência. Mas a regra número 1 do cinema (para mim) é: Assista e depois critique.
Vou por um vídeo com imagens do filme e a música tema do personagem de Edward Norton!

E só mais uma coisa! Quando deixei o recado para o pessoal do IN QUADRO esqueci da Amanda e da Marina! Desculpa meninas, mas é que me baseei nas fotos da gravação da cena e vocês não tavam por lá! Mas aqui fica meu abraço e meus parabéns aí pela remontagem da cena do Volver. To sabendo que vai ter muito molho de tomate na casa da Marina esse fim de semana! Hahahaa...
Por Fernanda Giotto Serpa

domingo, 10 de maio de 2009

Um Eastwood

“A Troca” é um filme dirigido e produzido por Clint Eastwood. Nada comparado ao seu último, “Gran Torino”. O filme é estrelado por Angelina Jolie e John Malkovich. É baseado na história real de Christine Collins. Seu filho desapareceu em março de 1928. Ela saiu para trabalhar e quando voltou para casa ele não estava mais lá.
Ela procura a polícia e depois de 5 meses eles dizem ter encontrado o menino. Detalhe que o menino não era seu filho. Abrir a boca para reclamar da polícia não era algo tolerável, afinal a cobrança da mídia era tanta que cometer um erro desses levaria a polícia de Los Angeles ao ridículo. O que fazer para calar a boca de uma mãe que recebeu a criança errada? Chamá-la de louca e mandá-la para um hospício não foi uma decisão difícil de ser tomada!
A história conta a luta dessa mulher que só queria saber do paradeiro do seu verdadeiro filho. Ela também teve o apoio do pastor, vivido por John Malkovich, que falava pela difícil situação dela através de uma rádio local. Mais uma vez a mídia intervindo em polêmicas.
Por ser uma história verídica os fatos saltam muito mais aos olhos. Um pequeno problema do filme é a atuação de Angelina Jolie, que muitas vezes exagera nas emoções. Óbvio que não se espera outra coisa de uma mãe que perdeu o filho, o problema é que Jolie não é natural nas suas expressões. Ela tenta ser tão convincente que acaba por não passar essa impressão. Mas ela conseguiu concorrer ao Oscar de Melhor Atriz, e acabou perdendo para Kate Winslet, pelo filme “O Leitor”.
A coisa que mais se destaca no filme, além do drama vivido pela mãe, é o batom extremamente vermelho de Jolie. A impressão que se tem do filme é que a imagem é mais pálida, as cores não ressaltam. Você não enxerga o verde vivo da grama, ou mesmo a cor vermelha do bondinho, mas é impossível não notar o batom vermelho de Jolie contrastando com a cor pálida de sua pele.
O que causa um pouco de incômodo no filme é a paciência, educação e racionalidade da personagem quando se trata da polícia ou justiça. Ela sempre tenta manter o controle, de maneira educada e polida. Ela pede, implora, diz ”por favor” e nada acontece. Ela não desiste e pede “por favor” mais uma vez. Ela chora em casa, no trabalho, sozinha, mas nunca expressa os sentimentos. E sem falar na maneira como ela chora, colocando a mão delicadamente sobre a face, como as mulheres dessa década faziam, primar pelos bons gestos e boa educação. Isso você nota quando a prostituta que ela encontra no hospício fala alguns palavrões, e ela a corrige dizendo que não são bons modos para uma moça.
Num todo não dá para reclamar do filme. É um filme bom sim, mas nada comparado às outras produções de Eastwood como “Sobre Meninos e Lobos”, “Menina de Ouro” e Gran Torino. Um bom drama. O que choca é a maneira que se resolve o filme e por saber que isso realmente aconteceu. Não posso contar aqui, porque eu acabaria estragando o final para quem ainda não assistiu.
Assisti também ao filme “Marley e Eu”. O Dani já comentou o filme por aqui. O que posso dizer é que ler o livro é muito melhor que assistir ao filme. Eu sou dessa opinião em 100% das adaptações. Quando você lê o livro e depois assiste ao filme fica nítida a quantidade de detalhes importantes que são deixados para trás, devido a duração e andamento da história. Se muitos choraram no filme “Marley e Eu”, pode ter certeza que o livro é muito mais tocante. Nada substitui as palavras de quem viveu com Marley, são os sentimentos que estão ali. No filme a presença de atores conhecidos muda um pouco a idéia que você tem da história. Lendo o livro você cria os personagens na sua cabeça. Eu, por exemplo, achei que a Jennifer Aniston não tinha nada a ver com a verdadeira dona de Marley. Enfim, o filme é legal, mas não deixe de ler o livro.
Vou deixar hoje aqui também o primeiro cartaz que saiu do filme “Transformers 2”. Por hoje é só isso mesmo!

Por Fernanda Giotto Serpa