sábado, 9 de maio de 2009

Sessão de Sábado

Assisti ao filme “Star Trek” hoje. Posso afirmar, com certeza, que vale a pena conferir. Eu, que simplesmente, nunca acompanhei o seriado Jornada nas Estrelas na minha vida gostei do filme. Não tenho muito o que dizer, já que no post passado eu deixei um pouco sobre a opinião do crítico do Omelete.
É aquilo mesmo, um filme muito bem produzido, com efeitos especiais muito bons e com uma solução muito boa do diretor para não decepcionar os fãs. O diretor Abrams usou o universo paralelo como uma forma de não excluir o original e ao mesmo tempo trazer algo novo para as telas. Abrams rejuvenesce os personagens principais da trama e mostra a USS Enterprise desde o começo. A presença do ator Leonard Nimoy animou os espectadores assíduos de Star Trek. Ele é o personagem Spock no seriado. Já o ator William Shatner não quis saber de aparecer no filme. Ele faz o capitão James T. Kirk. Aliás Chris Pine foi muito bem no papel de Kirk. Ele que só havia feito produções pequenas e mais adolescentes mostrou competência na atuação.
Mas para mim um dos personagens mais engraçados é o de Simon Pegg. Ele faz o Scott do futuro. Sou suspeita pra falar, pois gosto dele como ator, e sempre me divirto com seus filmes, por mais idiotas que possam ser.
Outro filme que vem gerando expectativa é “Exterminador do Futuro 4”. Saiu o último trailer do filme, que por sinal é muito bom e completo. O trailer tem quatro minutos de duração. Esse filme promete. Aparentemente não é uma simples continuação que força a barra e apenas se apóia no sucesso dos outros filmes. Pelo trailer nota-se que o filme tem um roteiro bem estruturado e uma continuação lógica, sem falar na boa produção. E prestem atenção no GP da Espanha de Fórmula 1 no domingo: os carros de Jenson Button e do Barrichello estarão decorados com imagens do filme. Divulgação é a alma do negócio! Vou deixar o link aqui para vocês. Assistam!
http://www.omelete.com.br/popup/popup_galeria_videos_ordenada.aspx?id=100019640&img=1
Outra novidade! Keanu Reeves vai estrelar no remake do filme “O Médico e o Monstro”. A história é muito conhecida e já foi adaptada no cinema e no teatro várias vezes. Conta a história de um médico que desenvolve um poção, que quando tomada desperta o pior lado de sua personalidade. Guilherme Del Toro será um dos produtores do filme.
E a última de hoje! Assisti ao trailer do “Transformers 2” no cinema. Sensacional a maneira como eles usam o som e a ausência dele. Primeiramente você tem a impressão de que será mais um daqueles filmes onde a Terra vai acabar, pois pequenos meteoros atingem a Terra. As explosões continuam silenciosamente, e de vez em quando temos picos de som das máquinas se movendo. Confira abaixo e veja o que estou tentando dizer:






Por hoje é só pessoal! Esse fim de semana tenho três filmes para assistir: “A Troca”, “Marley e Eu” e “Clube da Luta”. Vamos lá entaum!

Por Fernanda Giotto Serpa

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um convite imperdível para o espaço!


Os últimos dias tem sido corridos para mim. Comecei a trabalhar, trabalhos da faculdade, inglês e tarefas domésticas. Tudo junto e misturado. Infelizmente isso tem afetado meu costume de assistir filmes assiduamente. Agora só me sobraram os fins de semana, e olha lá! Como não assisti a nenhum filme desde ontem vou colocar algumas notícias que saíram no Omelete. Faz tempo que não faço isso!
A principal notícia é, sem discussões, a grande estreia de “Star Trek”! Começando pela capa do site, que está personalizada com imagens do filme. As críticas são a grande maioria a favor e a expectativa é muito grande. Não fui espectadora da série Jornada nas Estrelas, mas mesmo assim estou ansiosa. O que uma boa propaganda não faz, hein? Até que não conhece fica seduzido pelo filme.
A crítica do Omelete deu 5 ovinhos para o filme! Pontuação máxima. Segundo a crítica o diretor J. J. Abrams e seus colaboradores Kurtzman e Orci conseguiram manter aquilo que Jornada das Estrelas era na década de 60, mas trazendo o original, sem ser apenas um remake da série. O filme tem aventura, comédia, ação e até algumas partes mais dramáticas. Todos os personagens são bem explorados. Segundo Érico Borgo, não faltam situações para que cada personagem seja bem trabalhado e explorado dentro do seu próprio universo.
Ederli Fortunato, que também deixou seu ponto de vista sobre a adaptação, diz que mexer com a série é mexer com o cânone – que é todo fato ocorrido dentro da série. Quando Abrams pegou esse árduo trabalho ele queria criar algo novo, mas sem desvencilhar-se das histórias do seriado para não perder a identificação com o espectador. Não tem coisa mais irritante do que você assistir algo do qual você é fã totalmente deturpado pelos roteiristas. Abrams optou por uma viagem no tempo. Levou todos os personagens para o passado e deu um rumo diferente para suas vidas, mas sem se desfazer daquilo que ele já era.
Se Star Trek vai ter continuação ou não, sinceramente não sei responder. Isso só as bilheterias vão dizer. Se eu tivesse dinheiro eu apostava no “sim”. Vou tentar conferir o filme no sábado, espero mesmo que eu consiga.
Outras informações, que não são tão importantes agora como Star Trek, mas são relevantes para quem acompanha cinema. A WB cancelou o filme do herói Lanterna Verde! O filme que era pra estrear em dezembro de 2010, vai estrear só em junho de 2011. Além de Lanterna Verde vai haver mais uma grande leva de adaptações de quadrinhos de heróis para a mesma época: Thor, Homem-Aranha e Capitão América. A concorrência direta de Lanterna Verde será o filme “Carros 2” que estreia uma semana antes. Outra animação que terá continuação depois de 5 anos será Happy Feet. Estou louca para conhecer a nova trilha sonora. Espero que tenha Queen mais uma vez.
E saiu também mais três cartazes do filme “Bastardos Inglórios” de Tarantino. Veja com seus próprios olhos:


Além de “Star Trek” estreia essa semana também “Um Ato de Liberdade”, com Daniel Craig; “Import Export”, um filme austríaco que se divide em duas histórias com dois personagens; e o “Equilibrista”, documentário sobre um homem que passou de uma das torres gêmeas para a outra apenas se equilibrando numa corda, sem nenhum tipo de segurança. Semana que vem estreia “Anjos e Demônios”, a adaptação de outro filme de Robert Langdon, que por sinal é muito melhor que o “Código da Vinci".


Deixo aqui um abraço para o pessoal do IN QUADRO. Eles estão produzindo o remake da cena do filme “Volver”, de Almodóvar. A Liz está perfeita no papel da personagem Penélope Cruz, ela é a nossa Penélope em versão brasileira. Linda! Quanto a Sah, não posso comentar, pois não assisti ao filme e não sei qual é o seu personagem, mas acredito que ela também deve ter dado um show. Essa menina de voz meiga muda em frente a uma câmera. E claro minhas eternas companheiras Andrizy e Carol, super competentes, boto minha mão no fogo por elas. E também parabéns ao grupo de produção de arte – Claudia e Barbara se superaram, até os sapatos da personagem são idênticos. E não posso esquecer o bendito fruto entre as mulheres, Marcos! Estou ansiosa em pessoal...

Por Fernanda Giotto Serpa

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Uma fofura!


Um pinguim precisa, necessariamente, ter uma linda voz. Não para Mano, que tem uma voz parecida com a de um menino adolescente. Acredito que todas as pessoas já viram um adolescente falando. O timbre da voz vai do grave para o agudo sem cerimônia - o tempo inteiro. É assim que Mano canta.
Ele não sabe cantar, mas tem um ritmo inigualável. Seus pés não se controlam e sapateiam o tempo inteiro. Mas isso não é o suficiente no mundo dos pingüins. É através da canção que os pingüins encontram seu verdadeiro amor. Logo, Mano está fadado a ficar sozinho.
Mano é na verdade uma aberração na natureza, inclusive seu pai também acha isso. Além disso tudo, Mano é também considerado culpado pela falta de peixes. Os verdadeiros culpados são os humanos, que estão realizando pescas na região. Mano, sem nada a perder, sai pelo mundo em busca de respostas e em busca do que ele chama de ET – os seres humanos.
O filme conta com as vozes de Elijah Wood como Mano; Hugh Jackman como Memphis, pai de Mano; Nicole Kidman como Norma Jean, mãe de Mano; Brittany Murph é Glória e Hugo Weaving é Noah. Robin Willians faz três personagens: Amoroso, Ramón e Cletus. Todo esse elenco resulta num filme pra lá de fofinho. Isso mesmo! Parece tosco dizer, mas é fácil se apegar ao pingüim sapateador – principalmente quando ele ainda é um bebê.
O filme é quase um musical animado. Eles cantam e dançam em sincronia. As músicas são animadas e a maioria são conhecidas. Prince e Queen fazem parte da trilha. Queen com a música Somebody to Love, que, em minha opinião, é simplesmente maravilhosa. Sou suspeita pra falar, já que sou fã de Queen. Quanto ao Prince não acompanho, mas a música que cantada por Nicole Kidman e Hugh Jackman é conhecida, sem falar que o ritmo é muito bom. Escute e assista abaixo:










Interessante no filme também é o papel do ser humano. Primeiro que os seres humanos são reais, não são animações. E segundo que o papel dele é diferente do que geralmente vemos em animações, como em “Procurando Nemo”, que vemos o humano destruindo a natureza com a poluição – que é absolutamente verdade. Em “Happy Feet” o ser humano atende ao pedido da natureza e ignora a atividade comercial de pesca que realizava no local. Surpreendente para mim.
E óbvio que não posso deixar de comentar sobre os personagens pingüins que ficam amigos de Mano durante o filme. São cinco pingüins, pequenos, aparentemente meigos, mas cheios de gracinhas e piadinhas que arrancam uma risada fácil do espectador.
Esteticamente o filme é muito bom. As cenas de dança são as que mais chamam a atenção, pela sincronia e perfeição, causando certa hipnose no espectador que não consegue deixar de olhar as cenas. As músicas e as danças são os pontos altos do filme, é o que faz o filme ser atrativo. E claro, o fofinho do Mano ainda bebê. Esse é impagável. Impossível não achar fofinho!

Por Fernanda Giotto Serpa

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Onde o tempo é o dono da história

Três possíveis finais diferentes. Ou podemos dizer que é um filme “três em um”. “Corra Lola Corra” é um filme alemão, que acontece seguido de uma trilha sonora frenética embalada por um ritmo tecno. Impossível dormir no filme. Aparentemente ele é repetitivo, mas a surpresa de saber o que vai acontecer com os personagens em vez que a história volta prende a atenção.
Deixe-me primeiro contar como que funciona o roteiro do filme. Manni (Moritz Bleibtreu) trabalha para uma quadrilha de contrabandistas trazendo e levando dinheiro. No seu último trabalho ele esquece uma quantia de 100 mil marcos dentro do metrô. Desesperado, ele tem apenas 20 minutos para recuperar o dinheiro e entregá-lo ao seu chefe. Caso contrário, adeus Manni. Ele liga então para sua namorada Lola (Franka Potente) pedindo ajuda. A única solução que Lola acha é pedir ajuda ao seu pai, que trabalha num banco. E assim começa a corrida de Lola, que sai de casa com o objetivo de ajudar Manni.
No caminho Lola ela encontra vários pessoas. A história se repete três vezes – desde o momento em que ela atende a ligação do namorado até o fechamento da história. Em cada história ela encontra-se de maneiras diferentes com esses personagens secundários. Ora ela bate neles, ora ela nem os vê. E as escolhas de Lola, de seguir tal caminho e tomar tal atitude, também influenciam na vida desses personagens. O futuro deles aparece em forma de fotografias. Assim que Lola passa por eles o filme nos mostra o que aconteceu com eles no futuro.
O fechamento de cada história usa a cor como ferramenta. Sempre que uma história acaba a tela fica vermelha e mostra um diálogo de Lola com Manni. E logo Lola volta a correr para chegar num outro final. E olha que essa mulher corre. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi pensar no excelente preparo físico da atriz, que corre loucamente durante todo o filme.
O filme tem também suas tiradas cômicas. Como os momentos em que Lola grita de maneira tão estridente que quebra os vidros do local. É uma atitude tão inesperada que parte da personagem que chega a ser engraçada. Lola se mostra uma pessoa controlada a maior parte do tempo. Mesmo sabendo que tem apenas 20 minutos para salvar o namorado ela sabe que vai achar alguma solução.
Esses 20 minutos é outro fator que me incomodou durante o filme. 20 minutos é o tempo estipulado por Manni no telefone quando fala com Lola. O filme tem 81 minutos, 21 minutos de abertura e os outros 60 para as três corridas de Lola - cada corrida com 20 minutos. Aparentemente é impossível Lola fazer tudo o que faz em tão pouco tempo. Os acontecimentos paralelos a corrida não são contados nesses 20 minutos e você percebe isso também pela maneira diferente que são mostrados. As imagens ficam levemente desfocadas.
Depois de fazer uma pesquisa sobre o filme, descobri que o número 20 aparece mais 2 vezes durante o filme. Quando Lola entra no cassino falta 20 centavos de marco para ela conseguir a ficha de 100 marcos. E ainda dentro do cassino ela insiste em apostar no número 20. E é com esse número que ela consegue os 100 mil marcos nessa parte da história. Bendito número 20, hein?
Outra coisa que descobri na pesquisa é que as cores das bolsas que são usadas por Lola, em cada uma das histórias, para guardar o dinheiro, tem seus significados. Na primeira história Lola coloca o dinheiro numa bolsa vermelha (olha o vermelho aí, mais uma vez). Isso demonstra a insegurança de Lola e a maneira insensata com que ela age num primeiro momento. A palavra falada por ela para recomeçar a sua corrida é “stop”. A segunda bolsa é verde. Ela passa a encarar com mais frieza aquilo que é um obstáculo. Está mais calma e tem um objetivo, segue em frente. Mas mesmo assim ela ainda está sendo guiada pelo extremo e pressão da situação. Mais uma vez não temos o final feliz. E a música que recomeça a história mais uma vez diz: “Just go go, never stop and never think/ To do do do do the right thing/...”. Na última e terceira corrida a bolsa é dourada, amarela. O amarelo significa atenção e reflexão para se chegar ao resultado desejado.
E só pra lembra a atriz Franka Potente fez também o filme "A Identidade Bourne" e uma pequena aparição na "Supremacia Bourne". Grandes filmes por sinal. Não conheço, além disso, a história de Franka como atriz, mas até aqui dá pra dizer que ela fez boas aparições no cinema!
E por último é importante dizer que o verdadeiro protagonista do filme é o tempo. É ele que dita as atitudes de Lola e o futuro dos figurantes. O filme é o tempo!
Esse vídeo abaixo não tem relação nenhuma com "Corra Lola Corra". Eu assisti no You Tube e achei muito bom! É o filme Titanic em 5 segundos. Acesso o You Tube e procure "Cinema em 5 segundos". São vários filmes, alguns muito bem feitos. É meio ridículo, mas chega a ser engraçado. Recomendo também "Rocky em 5 segundos"!


Por Fernanda Giotto Serpa

domingo, 3 de maio de 2009

Seria cômico se não fosse trágico!

Nicolas Cage está mais deprimente em “Adaptação” do que em “O sol de cada manhã”. Como ele mesmo se chama durante o filme ele é um gordo, patético, careca e feio. Ele é um roteirista que recebe o trabalho de adaptar o livro sobre orquídeas da escritora Susan Orlean, vivida por Meryl Streep. O livro conta a história de John Laroche (Chris Cooper), um fornecedor de plantas raras que lucra com a venda para colecionadores.
O personagem de Chris Cooper é outro desequilibrado. Na realidade todos os personagens são um tanto quanto problemáticos. Cada qual com seus problemas e conflitos pessoais. Laroche é mais chamativo, só isso. Um homem sem os dentes da frente, meio grosseiro, que tem uma van imunda e muda de hobby constantemente. Ora são as orquídeas, ora o site pornô, ora fósseis. Definitivamente ele é um homem sem rumo na vida.
Susan Orlean é uma jornalista que trabalha na revista “The New Yorker” e aparentemente está satisfeita com a vida que leva. As aparências enganam. O modo como Laroche leva a própria vida abala a maneira de viver de Susan. Ela fica sem rumo na história. Ela passa de uma mulher decidida e bem-sucedida para uma mulher problemática, volúvel e indefesa.
Dentro da vida do personagem de Cage, Charlie Kaufman, tem também seu irmão gêmeo Donald. Sabe aquele cara chato, que sempre fala nas horas importunas e coisas importunas? É esse! Um típico sanguessuga. Mora com o irmão e quer ser um roteirista como ele. Ele faz um curso para aprender. As idéias de roteiro dele são as mais engraçadas. No fim você acaba se afeiçoando ao personagem.
A parte boa do filme é deixar o espectador sempre confuso em relação à narrativa da história. Será que Charlie Kaufman estava contando a história do seu roteiro? Será que aquilo já era o roteiro gravado, como um filme dentro de um filme? Ou era mesmo a história da difícil produção do roteiro? Você vai entendendo isso aos poucos, com o andamento da história.
O filme trás também uma estrutura não-linear quando se trata da montagem da história. As idas e vindas no tempo são constantes e na vida de personagens diferentes. Estamos num tempo com Cage e logo passamos há alguns anos atrás com Meryl, e logo depois mais anos voltam atrás para Cage. A princípio você confunde um pouco, mas a montagem faz sentido rapidamente e você consegue seguir o objetivo da história.
O filme ganhou o Oscar de Ator Coadjuvante com Chris Cooper. Concorreu também ao Oscar de Melhor Ator, com Cage; Melhor Atriz Coadjuvante, Meryl Streep e Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Recomendo essa comédia dramática. Como é aquele ditado mesmo? Seria cômico se não fosse trágico! Essa é a vida de Charlie Kaufman! Assista ao trailer:

Por Fernanda Giotto Serpa

sábado, 2 de maio de 2009

Grande Leone!

Já que escrevi sobre “Era uma vez no oeste” do diretor Sergio Leone, porque não falar também de outro título seu, muito famoso, conhecido como “Três Homens em Conflito”? No título original é conhecido como “The Good, The Bad and The Ugly”. O filme é de 1966 e conta com Clint Eastwood (o bom), Lee Van Cleef (o mau) e Eli Wallach (o feio).
O filme é muito parecido com “Era uma vez no oeste” quando se trata da valorização do som, das imagens detalhistas e das expressões dos personagens. Mas é muito diferente quando se trata de movimento e dinâmica. “Três Homens em Conflito” é muito mais rápido e ágil em se tratando da história. As coisas acontecem, os diálogos são mais freqüentes e as melhores piadas são de Clint Eastwood. “Era uma vez no oeste” é muito mais dramático nas suas cenas e diálogos, os tempos sem fala são longos e o tema do filme é muito mais social do que “Três Homens em Conflito”.
A história de “Três Homens em Conflito” conta a busca dos três personagens principais por uma fortuna de 200 mil dólares. Clint é conhecido como Blondie, Lee é Olhos de Anjo e Eli é Tuco. Tuco é a parte cômica do filme. O personagem ganancioso que passa por cima de qualquer coisa para conseguir o que quer. Obviamente ele sempre acaba se dando mal e ficando à mercê de Clint Eastwood. Ele sempre conta vantagem e depois está pedindo perdão e arrego. Blondie é o cara de respostas curtas, sempre com a mesma calma e objetividade. Nada o deixa nervoso, ele sabe que tem tudo sob controle. E Olhos de Anjo é aquele que acha que sempre vai ganhar, o tal cara cheio demais. Mas chega uma hora em que o vilão precisa perder.
Através de Bill Carson os três descobrem que a fortuna está enterrada num túmulo no cemitério Sad Hill. Tuco sabia o nome do cemitério. Blondie sabia o nome do túmulo. Bill Carson morreu e Olhos de Anjo arrancou o nome do cemitério de Tuco. Quanto a Blondie ele preferiu levá-lo consigo. Entre idas e vindas os três terminam no mesmo lugar – em Sad Hill. Através de um duelo empolgante eles decidem quem fica com o nome do túmulo e com o dinheiro. E até na última cena do filme dá pra dar umas boas risadas com Tuco.
O filme é muito bom. Já disse e repito, não fazem mais westerns como antigamente. Clint Eastwood é mestre no que faz. E a história do filme supera qualquer expectativa. Palmas para Sergio Leone também!
E claro que eu não posso deixar de comentar sobre a trilha sonora. Uma das mais conhecidas e dentre os filmes de western. E, em minha opinião, uma das melhores também. Aproveite abaixo:






Fui ao cinema hoje também. Assisti Wolverine. Um comentário rápido sobre o filme. Realmente ele deixa a desejar em alguns efeitos especiais. Em algumas partes pode-se notar facilmente o uso do cromaqui. Hoje em dia, com tanta evolução nos aparatos tecnológicos e investimento nesse tipo de filme, erros em efeitos especiais é inadmissível. O mínimo que o filme precisa ter é um visual decente. Quanto a história eu gostei. Nada que tenha me feito odiar o filme. Eu não seguia os quadrinhos, mas os fãs dizem que algumas coisas foram deturpadas no filme. Mas que adaptação que não tem as suas mudanças, certo?
Assisti também “A Última Tentação de Cristo”. Grande obra de Scorsese. Foi muito polêmico na época em que foi produzido, já que ele mostra Jesus Cristo cedendo à tentação e seguindo os passos que o demônio lhe indica. É estranho assistir ao filme pelo repertório que possuímos de filmes sobre a história de Jesus Cristo. Ele sempre é confiante, calmo e corajoso. No filme de Scorsese vemos um Jesus Cristo confuso, com medo, assustado e sem saber se deve ou não seguir o caminho da crucificação. Parabéns para Willem Dafoe. Vemos também um Judas diferente do que conhecemos. Ele não traiu Jesus por covardia, ele traiu Jesus porque o próprio o pediu. Harvey Keitel se mostra um Judas indignado com a escolha de Jesus Cristo de ser um homem normal. Recomendo, embora não acredite nessa versão baseada no livro de Nikos Kazantzakis.

Por Fernanda Giotto Serpa

sexta-feira, 1 de maio de 2009

As maiores bilheterias de todos os tempos!

A revista Super Interessante publicou na edição de maio uma lista dos 30 filmes mais assistidos, levando em conta os ajustes da inflação, já que hoje com os ingressos super caros, qualquer filme pode se tornar um blockbuster.
São eles:

1- E O VENTO LEVOU (1938) - US$ 1, 455 bilhão

2- GUERRA NAS ESTRELAS (1977) - US$ 1, 282 bilhão

3- A NOVIÇA REBELDE (1965) - US$ 1, 025 bilhão

4- E.T. O EXTRA-TERRESTRE (1982) - US$ 1, 021 bilhão

5- OS 10 MANDAMENTOS (1956) - US$ 943 milhões

6- TITANIC (1997) - US$ 924 milhões

7- TUBARÃO (1956) - US$ 922 milhões

8- DOUTOR JIVAGO (1965) - US$ 894 milhões

9- O EXORCISTA (1973) - US$ 796 milhões

10- BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES (1937) - US$ 784 milhões

11- 101 DALMÁTAS (1961) - US$ 719 milhões

12- O IMPÉRIO CONTRA-ATACA (1980) - US$ 707 milhões

13- BEN-HUR (1959) - US$ 706 milhões

14- O RETORNO DE JEDI (1983) - US$ 677 milhões

15- GOLPE DE MESTRE (1973) - US$ 641 milhões

16- OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (1981) - US$ 632 milhões

17- JURASSIC PARK (1993) - US$ 620 milhões

18- A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM (1967) - US$ 616 milhões

19- GUERRA NAS ESTRELAS - A AMEAÇA FANTASMA (1999) - US$ 611 milhões

20- FANTASIA (1941) - US$ 598 milhões

21- O PODEROSO CHEFÃO (1972) - US$ 568 milhões

22- FORREST GUMP (1994) - US$ 566 milhões

23- MARY POPPINS (1964) - US$ 563 milhões

24- O REI LEÃO (1994) - US$ 556 milhões

25- NOS TEMPOS DA BRILHANTINA (1978) - US$ 554 milhões

26- 007 CONTRA A CHANTAGEM ATÔMICA (1965) - US$ 539 milhões

27- O CAVALEIRO DAS TREVAS (2008) - US$ 533 milhões

28- MOGLI - O MENINO LOBO (1967) - US$ 530 milhões

29- A BELA ADORMECIDA (1959) - US$ 523 milhões

30- SHREK 2 (2004) - US$ 512 milhões


Giselle Andretta Farinhas