sexta-feira, 10 de abril de 2009

219 minutos que valem a pena





Judah Ben-Hur. O príncipe judeu, e o protagonista que deu o nome ao filme Ben-Hur. O ano de produção foi 1959. O filme foi uma tentativa da MGM para sair do vermelho. Sorete deles que deu certo! A história passa na época de Jesus Cristo. O filme começa com o seu nascimento e passa a desenrolar toda a história de Ben-Hur. Um judeu que vive na época da ascensão do Império Romano, mas que agora vem sofrendo a ameaça de um novo tipo de idéia, aquela que Jesus quer disseminar para todo o mundo.
O melhor amigo de Ben-Hur é Messala, que agora é chefe de uma das legiões romanas. Eles possuem visões divergentes em relação a política e religião. Messala como os tradicionais romanos acredita que o único e verdadeiro Deus
é o imperador, na época do filme, o grande César. Ben-Hur acredita naquilo que Jesus Cristo fala, não concorda com a rebelião que o povo judeu fará contra Roma, mas não defende os direitos romanos. Essa divergência ideológica leva Messala a colocar Ben-Hur atrás das grades e depois mandá-lo para as chamadas galéias – onde ficavam os remadores escravos dos barcos romanos. Quatro anos se passam desde que Ben-Hur tornou-se escravo, até que seu destino muda e ele volta como nobre para ter sua vingança.
No decorrer do filme Ben-Hur encontra Jesus, e temos algumas passagens contando a trajetória do filho de Deus, como um pano de fundo para o filme. É realmente uma superprodução. Os cenários são bem feitos, e as imagens do circo romano são as que mais chamam a atenção. A perfeição com a qual foi reproduzido o local é surpreendente para a época. Gastou-se 1 milhão de dólares para construir esse cenário. Foram necessários 94 dias para a gravação da corrida de quadrigas. Foram utilizadas cinco câmeras, oito mil figurantes e 76 cavalos. Para a cena da entrada das quadrigas o diretor de fotografia Robert Surtees usou uma grua com mais de 30 metros. A cena é vista de cima para baixo, com uma visão “aérea” de todo o cenário. Isso deu a cena e ao filme uma grandiosidade, um sinal de superprodução. E sem falar que os quatro cavalos brancos usados por Ben-Hur vieram da Tchecoslováquia, dentro de um avião fretado de primeira classe, do qual foram retirados todos os acentos para a melhor acomodação dos cavalos. Que mordomia, hein?

É importante levar em consideração que todo o filme foi feito ao natural. Hoje grandes produções contam com um aparato tecnológico invejável e que muitas vezes faz milagres. Em 1959 unia-se a fome com a vontade de comer. Dava-se jeito para tudo. Pode-se dizer que o filme é quase manufaturado. Gladiador contou com os efeitos especiais nas grandes cenas do Coliseu. Ben-Hur contou com o profutor, atores, figurantes, cinco câmeras e uma grua suficientemente comprida.
O papel do protagonista ficou com Charlton Heston, mas foi recusado por famosos como Marlon Brandon e Rock Hudson. O que Heston não sabia é que no roteiro original, Ben-Hur tinha um relacionamento homossexual com Messala. O diretor Willian Wyler, sabendo que o ator se recusaria a fazer um papel assim contou apenas a Stephen Boyd, ator que interpretou Messala. Assista ao filme com atenção e você verá um interesse discreto de Messala.
O filme ganhou 11 estatuetas do Oscar, estando empatado com Titanic e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. Mas nenhum dos dois últimos filmes teve um autêntico barco romano, um mar marrom que ficou azul e um figurante que caiu nesse mar, ficou azul, e foi pago pela MGM até que a cor azul de todo o seu corpo desaparecesse. Pois é, um engenheiro especializado em arquitetura romana foi contratado para construir o barco. Porém o barco era pesado demais para flutuar sobre a água. Todas as cenas foram gravadas com o barco sendo segurado por cabos de aço.
A única infeliz sobre o filme é que depois que concluíram as gravações todos os cenários foram destruídos. O produtor Sam Zimbalist temia que produções italianas menores usassem os tão preciosos cenários do filme Ben-Hur. Quanto egoísmo para um filme religioso, hein?
O filme é longo, 219 minutos. Mas não analise o tempo de duração, e sim o conteúdo. São 219 minutos que realmente valem a pena. Um filme que deixa muitos épicos atuais no chinelo!



Por Fernanda Giotto Serpa

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Duas Vezes Clint


“Fuga de Alcatraz”, com Clint Eastwood, 1979. A história é muito parecida com “Um sonho de Liberdade’, com Morgan Freeman e Tim Robbins, 1995. Uma diferença entre eles é que a prisão do personagem de Eastwood é justa, já Tim Robbins é inocente! Ambos os filmes são bons. Aliás, “Um Sonho de Liberdade” é um dos meus prediletos. Outra diferença é que “Fuga de Alcatraz” foi baseado numa história real, já “Um Sonho de Liberdade” foi baseado na obra de Stephen King.
Os dois filmes contêm uma dose exata e necessária de suspense, comédia e aventura. Os dois personagens são inteligentes, ambos com QI superior. Ambas as prisões são reconhecidas como “impossível de escapar”, e em ambos os filmes há os colegas e amigos presidiários. E claro, sempre tem um gay procurando a sua “mulherzinha”, como se fala no filme “Fuga de Alcatraz”.
Considero-me suspeita para falar, pois sou fã de Eastwood. Aliás, assisti outro filme com ele. Um western, “A Marca da Forca”, de 1966. Um filme antigo que mostra o quanto Eastwood já pagou de galã no cinema. Posso dizer que escolhi filmes que me agradaram. Mas voltando a falar de “Fuga de Alcatraz”, ele conta a história de um ladrão famoso por sempre conseguir escapar das prisões para onde era mandado. A última e única solução foi mandá-lo para Alcatraz, conhecida também como Rocha. Fica no meio do mar, à 1,5km de São Francisco. Impossível de sair e só entra se for convidado. O personagem de Clint, Frank Morris, não é considera isso tão impossível. Um cara inteligente, mas principalmente discreto. Contorna bem as situações, não chama a atenção. Apenas mais um conformado com seus longos anos em Alcatraz. É aí que todos se enganam. Pensando um pouco ele descobre uma maneira de sair, convoca alguns colegas e juntos, com paciência arquitetam e botam o plano em prática. É impossível não entrar no clima.
O mesmo acontece em “Um Sonho de Liberdade”, Tim Robbins, no papel do bancário, inteligente e discreto. Pensa e arquiteta um plano para sair da prisão. No filme ele faz tudo sozinho, mas lembra muito “Fuga de Alcatraz”.
A trilha sonora é importante para qualquer filme, já que passa para o espectador sentimentos e emoções em relação ao que está acontecendo, ou ainda vai acontecer naquela cena. No filme a trilha sonora de suspense é muito bem utilizada. Mas o que é melhor ainda são os momentos de silêncio, o que causa muita tensão e expectativa. Brilhante! O roteiro do filme é realmente muito bom. O filme foi todo gravado na verdadeira ilha de Alcatraz, mas durante as filmagens as visitas turísticas ao local continuaram. Isso atrapalhou muito a gravação do filme, a solução encontrada pelo diretor foi a mudança de horários de gravação. A grande maioria das cenas do filme foi gravada durante a noite, quando não havia movimento algum de turistas.
O outro filme que assisti com Clint Eastwood é muito diferente desse. Ele conta a história de um ex-delegado, Jed Cooper, que largou o cargo e comprou um gado para levar uma vida tranqüila como fazendeiro. Engano dele. Um grupo de “justiceiros” encontram-no e o acusam de ter roubado o gado de um conhecido deles e feito o serviço completo – matado o homem e seu irmão. Jed Cooper (Clint Eastwood) nega tudo e mostra o documento de venda com a marca do vendedor. Infelizmente alguém pregou uma peça em Cooper, e ele comprou um gado roubado. Os justiceiros não acreditam, e enforcam o ex-delegado. O grande erro deles é não terem feito o serviço completo. Cooper consegue escapar - e agora só pensa em vingança. O filme se resume nos papéis da caça e do caçador. Esse foi o primeiro western americano de Clint Eastwood. E não precisou de mais um para marcá-lo como o durão do cinema, com suas expressões fortes e marcantes. O cara tranqüilo, racional, calculistas com uma grande sede de justiça. Esse é o Clint dos tantos westerns. Personagens que não canso de assistir.
O nome do filme de 1968, “A Marca da Forca” tem um sentido completamente literal. É a marca da corda que ficou no pescoço de Jed quando quase morreu enforcado. É sempre bom estar acompanhada de Clint Eastwood, é fácil saber que a sessão de cinema vai dar bons frutos. Ainda tenho Ben-Hur para assistir. Mas para esse foi reservar uma madrugada inteira!
E como falei sobre o Lanterna Verde essa semana, deixo para vocês o primeiro trailer que a Warner soltou sobre o filme! Enjoy!!!




Por Fernanda Giotto Serpa

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Tarantino's Mind

Um curta metragem excelente, estrelado por Selton Mello e Seu Jorge. Inteligente, divertido e intrigante. Os dois amigos conversam em um bar de São Paulo, o papo: Quentin Tarantino. Tudo começa com Seu Jorge falando da ESPN, que mostra bem a característica pop dos filmes de Tarantino.
Selton Mello resolve explicar ao amigo uma tese sobre o grande cineasta. Nessa tese, ele explica que os personagens criados por ele são interligados em diferentes filmes. Algumas já conhecidas pelos mais observadores, outras de se questionar e ficar no apetite de ver novamente os filmes e observar aos detalhes só pra ver se fazem sentido. Como por exemplo, a colombiana que dirige o taxi em Pulp Fiction ser a mesma viciada em assassinatos do Eles Matam Nós Limpamos.
O roteiro sobressai à simplicidade com que se passa o curta metragem, um diálogo sobre um dos grandes diretores e roteiristas de todo o mundo. A maneira com a qual é abordado o tema nos faz prender a atenção e pensar em todos os filmes que já vimos de Tarantino. E também sobre o que Selton diz: “todos os roteiros são um só filme...”, parece-me com àquelas teorias da conspiração, no mínimo curioso.
É inquestionável a genialidade de Tarantino. Este curta também pode ser adjetivado como algo genial! Para os admiradores de cinema, de Quentin ou de curtas, vale a pena ver e atentar a todos os detalhes, dos filmes e do curta.
Resta assistir.



Douglas Trevisan

Do infantil ao maduro.

Hoje meu texto vai ser assim, baseado em dois extremos. Começamos com o cômico e infantil “A Ilha da Imaginação”, e vamos para o célebre e maduro “Cidadão Kane”, de Orson Welles.
Nesses últimos posts tenho reparado como eu me comporto em relação ao cinema. Sou muito mais emoção do que razão. Isso é fácil observar pela quantia de adjetivos em meus textos e até pela minha animação quando falo de algo que eu gosto. Ontem pude confirmar isso assistindo ao filme “A Ilha da Imaginação”. Um filme infantil. Na verdade meu pai pegou para o meu irmão mais novo e eu assisti duas vezes – uma vez dublado com o Léo, e outra vez legendado (não suporto ficar só som a versão dublada). Eu consegui me empolgar com o filme, e assistir até o final. E olha que o filme nem é dos melhores.
O filme conta com Jodie Foster, Gerard Butler e Abigail Breslin. Um elenco razoável para um simples filme infantil. Nim (Abigail Breslin) e Jack (Gerard Butler) vivem numa ilha ao sul do Oceano Pacífico. Eles não estão totalmente isolados do mundo – possuem internet e telefone por satélite e recebem periodicamente suprimentos de navios que passam por perto dali. Mas ninguém sabe da existência da ilha, somente eles. Jack é um biólogo e cientista que procura uma nova espécie de protozoário, e resolve passar dois dias no mar para alcançar seu objetivo. Nim fica sozinha na ilha, mas que medo ela poderia ter? Afinal ela é única humana no local e ainda tem a companhia de seus amiguinhos – Galileu, o pelicano; Fred, a iguana; e Selkie, a leoa-marinha. Além disso ela é fã dos livros do herói aventureiro Alex Rover e tem um livro inteirinho dele para ler.
O problema é que Jack não volta em dois dias como havia prometido. Um cruzeiro cheio de turistas desembarca na ilha, e ela precisa defender seu esconderijo. Por e-mail ela recebe uma mensagem de ninguém mais, ninguém menos do que Alex Rover. O herói perfeito para ajudá-la nessa situação. O que a pequena Nim não sabe é que Alex Rover é na verdade Alexandra Rover (Jodie Foster), a escritora dos livros e criadora do personagem, mas que nunca se submeteu a qualquer tipo de aventura. Ela mal consegue sair de casa. E além do mais, ela conversa com o personagem que criou. Ele a impulsiona a sair mundo afora e ajudar a pequena Nim.
Como já havia falado, o filme não é dos melhores. Pela capa do filme você espera outra coisa. Muito mais aventura e ação. Na verdade você acaba com um perfil psicológico detalhada de cada personagem e sobre seus cotidianos. Os efeitos especiais em algumas cenas são muito fracos, deixando perceptiva a utilização do cromaqui. O clímax da história demora muito para começar e termina sem esperar, num toque de mágica. Quando finalmente a personagem de Jodie Foster chega na ilha e você acha que ela vai passar a ter um papel definitivo no filme, além de superar a sua própria fobia, o filme acaba. E por aí ficamos.
Sem falar que essa idéia de morar numa ilha, escondido do mundo, com internet, telefone, educação e estudo não convence muito. Ah! Uma coisa besta, mas que me incomodou o filme inteiro – ninguém toda banho! Nunca, não aparecem numa única cena, apenas alguns banhos de mar, que acontecem por acaso.
Dentre os filmes infantis esse foi realmente muito fraco. Zathura, Jumanji, Uma Noite no Museu são filmes infantis, malucos e sem um pé na realidade, mas são convincentes. Existe um roteiro bem estruturado e existe uma história por trás, e não simplesmente personagens. Eu adoro filmes infantis, esse foi um pouco decepcionante. Apesar de que eu simpatizei com a Nim, foi aí que eu percebi que minha emoção me pegou! Hahaha... Abigail Breslin é uma excelente atriz, adoro-a em Pequena Miss Sunshine!

Agora um filme mais sério e com um conteúdo mais consistente. Cidadão Kane. Direção, roteiro e atuação de Orson Welles, ano 1941. O filme conta a história do magnata das comunicações da época, William Randolph Hearst, mas com um outro nome – Charles Foster Kane. Óbvio que Hearst tentou impedir a montagem e exibição do filme, já que não estava claro que Welles falava dele, mas sim estava implícito – e as coincidências são inegáveis. Kane comprou o Inquirer, teve um caso com uma artista, comprou um teatro para ela e construiu uma mansão chamada Xanadu. Hearst tem seu jornal Exnminer, teve um caso com a jovem atriz Marion Davis, comprou o estúdio Cosmopolitan Picture para promover a carreira de Davis e construiu também uma mansão, mas em San Simeon.
O filme roda em torno da palavra “Rosebud”, que foi dita por Kane em seu leito de morte. O jornalista Thompson quer descobrir o significado da palavra e descobrir o que há por trás da vida desse homem que foi tão ambicioso e poderoso, mas morreu sozinho e isolado em sua mansão. Através desse roteiro Welles mostra toda a sujeira dentro do mundo jornalístico, e uma das práticas mais comuns, e que até hoje é utilizada visando o ganho econômico – o sensacionalismo. O tempo inteiro Kane é co como um jornalista sensacionalista, que não coloca apenas a notícias nos jornais, mas coloca informações (muitas vezes falsas) para instigar que a notícia passe a acontecer.
O começo do filme é realmente muito interessante e curioso (e me deixou curiosa também). Ele começa mostrando, com muito suspense, a mansão de Xanadu (ainda não sabemos que esta é a mansão de Xanadu e quem é o homem que morre). Apenas temos a imagem final de um homem morrendo e falando “Rosebud”. A partir disso temos um documentário, produzido por jornalistas, que explica resumidamente o que vamos ver no decorrer do filme. Eles não estão satisfeitos com o resultado. Aí entra Thompson, que vai em busca de novas entrevistas e do significado de “Rosebud”. O que me chamou atenção é que na hora da morte Kane estava sozinho. Como eles sabiam que ele havia falado a tal palavra? A trilha sonora de suspense, nos deixa mais intrigados ainda. E talvez seja também pela palavra Rosebud, que Hearst definitivamente queria o couro de Welles. Boatos de que era assim que ele chamava o c
litóris de sua amada. Bobagem ou não, achei a informação interessante...hahaha...
Cidadão Kane foi revolucionário tratando-se de cinema. As primeiras cenas, os primeiros planos são provas disso. Welles foi o primeiro a usar propositalmente a profundidade de plano. A fotografia e luz também são esteticamente pensadas. No decorrer do filme, quando o lado sombrio de Kane vai aparecendo em suas atitudes, as imagensAdicionar imagem ficam mais escuras e mais fechadas, intencionalmente. Uma curiosidade é que muitos dos cenários não foram produzidos por inteiros, para diminuir custos. Logo a utilização das câmeras teve que ser muito bem pensada para valorizar o material que tinham. E Welles conseguiu.
Sem falar nos flashbacks e as transições de imagens. O filme, aparentemente, funciona como um documentário. Thompson vai atrás das pessoas que conviveram com Kane e eles vão contando casos e momentos que passaram com ele. Assim que eles começam a contar, temos a encenação da cena contada. Isso dá uma rotatividade e dinâmica para o filme. E também o fato de não possuir muitas imagens paradas e câmeras colocadas da maneira “tradicional”. Orson Welles usa muito travelling no filme e abusa nos planos diferentes.
Na época o filme não foi aplaudido. Hoje há um amadurecimento em relação à história de Kane e toda a crítica envolvida no filme, e uma história que nos cabe até hoje. O filme teve oito indicações ao Oscar, e ganhou apenas um devido à rejeição da época: o Oscar de Melhor Roteiro.
Assista abaixo um trecho do filme. Essa cena mostra Kane fazendo um discurso político, difamando claramente o candidato opositor e fazendo promessas. Não possui legendas, mas observe os ângulos de câmera utilizados. De cima para baixo quando está filmando Kane, e de baixo para cima quando filma o jornalista de Kane, sentado junto com o público. E veja também a grandiosidade do plano geral e da última cena, onde o opositor que está sendo difamado analisa tudo o que está acontecendo de longe.
Por hoje é só!







Por Fernanda Giotto Serpa

domingo, 5 de abril de 2009

Onda de Filmes

A minha sessão de cinema de domingo acabou, infelizmente. Amanhã é dia de visitar a locadoJustificarra mais uma vez em busca da minha sessão de cinema de segunda. Pois bem, por onde eu começo... Vejamos, assisti 4 filmes. Todos me agradaram. Coisa difícil de acontecer ultimamente. Mas vou falar especialmente de Sete Homens e Um Destino.
Western, 1960, Steve McQueen, Yul Brynner, James Coburn, Charles Bronson, Robert Vaughn. Simplesmente vale a pena conferir. A história é baseado no famoso filme de Akira Kurosawa, Os Sete Samurais, de 1954. Não posso dizer nada sobre esse filme, já que ainda não o assisti. Mas as críticas dizem que o diretor John Sturges, de Sete Homens e Um Destino, conseg
uiu ao menos se igualar a Kurosawa.
A história é a seguinte. O ladrão Calvera (Eli Wallach) e seu bando atacam periodiacamente um pequeno vilarejo mexicano, levando quase toda sua colheita e mantimentos. Os fazendeiros e suas famílias sempre ficam com muito pouco para mantê-los até a próxima colheita. O filme começa mostrando uma cena assim. Com a partida de Calvera do local alguns homens do vilarejo resolvem mudar essa situação. O mais velho, tido como mais sábio, diz que eles devem ir à cidade mais próxima, comprar armas e lutar contra o bando de Calvera. E é isso que eles fazem. Chegando a cidade que faz fronteira com os EUA eles encontram Chris (Yul Brynner) e Vin (Steve McQueen), dois pistoleiros desempregados. Eles os contratam por apenas U$20,00. Chris e Vin encontram mais 5 pistoleiros para fazer o serviço, cada um com seus motivos por aceitar um serviço por um pagamento tão pequeno. Juntos eles ajudam o pequeno vilarejo a se armar contra Calvera.
É incrível como uma produção mais antiga, com uma produção mais precária, comparada aos
dias de hoje, consegue ser tão boa e envolvente baseada somente num roteiro. Não há grandes efeitos e algumas atuações também pecam. Mas a maneira como o roteiro se desenvolve é muito bom. Prende o telespectador durante todo o filme. Outra coisa notável é a utilização das câmeras. Ângulos bonitos e atrativos, câmeras paradas com sutileza. Algumas cenas são mais escuras que deveriam, isso não se pode deixar de negar, mas incomoda, pois o ângulo como aparece acaba por fazer valer a pena. E o que dizer da trilha sonora...empolgante! Apenas uma música que faz toda a diferença, passando o clima de aventura e ação, com um gostinho antecipado de vitória, mas sem estragar o desenvolvimento do filme. Você chega a torcer pelos sete homens. Inclusive a trilha sonora concorreu ao Oscar de 1960.
Não adianta, não fazem mais filmes assim atualmente. O último western que eu assisti, produzido ano passado, foi “Os Indomáveis” com Christian Bale e Russel Crowe. O filme é bom, mas trabalha com clichês e alguns absurdos, eu diria. Vale a pena assistir ao filme pela atuação de Ben Foster. Os filmes de hoje são baseados nos antigos, mas não conseguem alcançar o mesmo sucesso e a mesma naturalidade. É como “Os Imperdoáveis”, o melhor na minha opinião, com Clint Eastwood. Ou “Butch Cassidy and Sundance Kid”, com Paul Newman e Robert Redford. Ou ainda “Tombstone”, com Kurt Russel e Val Kilmer. Os “bad guys” que conseguem ficar com tipo de bonzinhos, sem forçar no roteiro ou na atuação dos personagens. “Os Indomáveis” não tem esse tempero. Você só passa a admirar Bem Foster, ele está muito bem no papel.




“Queime Depois de Ler” foi outro filme que assisti. O filme é dos irmãos Cohen, que fizeram também Onde Os Fracos Não Têm Vez. Comentando rapidamente, posso dizer que o roteiro é muito bem bolado. Tudo acontece por causa de algumas cirurgias plásticas e depois de uma demissão. A trama do filme é apenas um mal entendido, que conta com divórcios ás avessas, casos em sites de relacionamentos e como já falei, cirurgias plásticas. Brad Pitt e J.K. Simmons fazem apenas uma pontinha no filme. Inclusive dá para sentir vergonha do personagem de Brad Pitt - um cara extremamente ridículo que tem seu ego bem inflado. Para a mulherada ter uma noção, ele nem chega a ser sexy nesse filme.
A maioria das cenas é roubada por George Clonney, John Malkovich e Frances McDormand. Cox (Malkovich) é despedido da CIA por alcoolismo. E ele resolve escrever um livro de memórias sobre o tempo que trabalhou na CIA, contando alguns segredos também. Porem, ele não fazia parte do alto escalão, ele é um peixe pequeno, como o chamam no filme. Sua esposa, representada por Katie Fox, que tem um caso com George Clooney, descobre e rouba as informações para usar no divórcio que está prestes a pedir.
Esse CD, que contem as memórias, nada relevantes de Cox, vai parar nas mãos de Brad Pitt, que o acha no vestiário da academia onde trabalha. Achando que contém informações valiosas, une-se com Frances McDormand e resolvem chantagear Cox – McDormand quer fazer urgentemente cirurgias plásticas. Enfim, eles acabam envolvendo também a Embaixada Russa. É uma bagunça total, mas que fica muito bem explicado no final do filme. É um filme irônico, me lembra muito aqueles filmes ingleses. Não é uma comédia de se matar rindo, mas é irônico e inteligente, com certo ar fúnebre. Assista e você vai entender.
Acho que ainda vou assistir 007 – Cassino Royale. Já assisti no cinema e gostei. Porque não assistir mais uma vez, certo? Amanhã comento sobre Cidadão Kane e Antes do Anoitecer. Por hoje é só. Recomendo com toda a certeza do mundo “Sete Homens e um Destino”. Vale muito a pena ver. Não julgue pela data do filme ou pela produção. A qualidade do roteiro cobre qualquer falha que o filme possa ter.
Até amanhã e curta algumas imagens do filme “Sete Homens e um Destino” e a trilha sonora. Ouça, e veja que não estou mentindo...





Por Fernanda Giotto Serpa

sábado, 4 de abril de 2009

Mais pitacos...

Hoje vou trazer algumas notícias rápidas do cinema. A fonte, obviamente, Omelete! A onda de filmes baseados em quadrinhos não pára. Lanterna Verde logo, logo estará no cinema. A história desse personagem é a seguinte. Existem, no mundo, vários Lanternas Verdes que são responsáveis por cuidar de uma pequena parte do espaço. Eles possuem um anel com energia capaz de criar, modificar, destruir qualquer coisa, desde que seu mestre seja capaz de tal façanha. Quando o Lanterna responsável por cuidar da Terra percebe que está morrendo ele tenta desesperadamente encontrar seu sucessor. E acaba encontrando o piloto de testes Hal Jordan.
O ator Chris Pine se reuniu com a produção do grupo. Ele afirma que foi apenas uma reunião, e diz que nenhum papel foi oferecido a ele. Mas há boatos de que ele já está definido para o papel. Para quem não conhece o ator fez alguns filmes, pendendo mais para a faixa adolescente, como “Sorte no Amor” com Lindsay Lohan. O filme será dirigido por Martin Campbell, responsável também pela direção do bem sucedido Cassino Royale. A estréia do filme está marcada para 17 de dezembro de 2010. As filmagens começam em setembro na Austrália. Que venha mais um super-herói!

Outro negócio que o cinema não cansa de trazer para as telonas, são os “remakes” de histórias de sucesso. Quem nunca ouviu falar em Freddy Krueger? Pois é, além da série interminável, que contou inclusive com a participação de Macaulay Culkin volta para os cinemas, em sua forma original - A Hora do Pesadelo. E adivinha quem está sendo convidado para interpretar o papel principal. O mesmo ator que fez Rorschach em “Watchamen”, Jackie Earle Haley. E quem vai fazer Quentin, a vítima e o primeiro papel de Johnny Depp, será Kyle Gallner. Eu não sei muito bem o que esperar do filme. Confesso que não assisti a série de Freddy Krueger e seus 1001 pesadelos. Mas espero que não vire piada como o resto de seus filmes.
“Bastardos Inglórios” é o novo filme de Quentin Tarantino. Um filme sobre a Segunda Guerra Mundial, com judeus e nazistas, cada qual com seus problemas e princípios (respectivamente, eu diria). A história começa na França, quando Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) vê seus pais sendo mortos pelo coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Ela consegue escapar e muda de identidade. Vai para Paris, onde vira dona de um cinema. O outro braço da história tem como protagonista Brad Pitt, no papel do tenente Aldo Raine, que reúne um grupo de judeus que pretende acabar com os líderes do Terceiro Reich. A história toda converge para o cinema de Shosanna, onde a trama passa a acontecer. O filme, aparentemente não se parece com as obras de Tarantino. Mas observando as fotos dos personagens e a caracterização dos mesmo, é impossível não fazer uma relação com o estilo de Tarantino. O filme estréia no Brasil dia 23 de outubro. Vamos esperar com expectativa. Eu pessoalmente adoro Kill Bill e Pulp Fiction. A minha amiga Andrizy com certeza tem uma opinião mais formada e consistente, já que é fã de Quentin. Calo-me para não falar bobagens.


Por hoje é isso pessoal. Nos vemos amanhã. Hoje quatro filmes me esperam: Cidadão Kane, Sete Homens e Um Destino, Antes do Anoitecer e Queime Depois de Ler. Amanhã falo sobre isso...boa noite!

Por Fernanda Giotto Serpa

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Não é uma exceção!

Faz alguns bons dias que não dou as caras por aqui. Pois é, comissão de formatura dá um trabalho que vocês não fazem idéia! Mas mesmo correndo feito uma louca tirei um tempinho para ir ao cinema. Tudo bem que o filme não foi dos melhores, mas era o que tinha no horário disponível, e sinceramente, eu estava muito a fim de assistir um filminho light, como “Ele não está tão afim de você”.
Li algumas críticas e escutei de várias pessoas que esse era o tipo de filme que foge do estereótipo comédia romântica. Tudo mentira! O filme tem aquela estrutura básica: casais com problemas no casamento, solteiros a procura da tampa da sua panela, e os ditos “juntamos nossas tralhas” que não se casam. O diferencial do roteiro, é que ele sempre mostra o ponto de vista dos homens – isso está totalmente claro no título do filme.
As tramas da história são as seguintes: Jennifer Aniston e Ben Afleck fazem o casal que se juntou há 7 anos e até agora nada de casar. Já dá pra imaginar a personagem de Jennifer entrando em pânico quando sua irmã mais nova liga avisando que vai se casar. Scarlet Johansson, Bradley Cooper e Jennifer Connely, fazem respectivamente o seguinte triângulo amoroso: a instrutora de ioga gostosa que se apaixona pelo marido cansado do casamento sem sexo com a esposa que sempre tenta fazer tudo da maneira certo. Scarlet sempre no mesmo papel, sexy e irresistível. Isso já está ficando repetitivo! Ginnifer Goodwin faz a doce Gigi, que está simplesmente desesperada para arranjar um namorado. Não sei por que, mas eu simpatizei com a papel dela. Nada pessoal, claro! Então ela conhece Connor, que na verdade está apaixonada pela instrutora de ioga. Através de Connor ela conhece o personagem de Justin Long, que a ajuda dando dicas sobre relacionamentos e mais especificamente atitudes masculinas. Você consegue imaginar o que acontece no final? E claro uma pontinha de Drew Barrymore, que sempre está às catas pela Internet, mostrando essa nova onde de relacionamentos virtuais.
O filme segue com suas intrigas, com cruzamentos das histórias, mas no final, tudo termina da maneira que deveria e que se espera terminar. Afinal, quem vai assistir uma comédia romântica espera pelo final feliz! O filme arranca suspiros das sonhadoras. A fórmula só parece diferente, mas esse filme não foge a regra dos filminhos mamão com açúcar. Até o cartaz do filme é amoroso demais com aquele rosa bebê com um coraçãozinho de enfeite!Veja o trailer...


E a grande estréia da semana, a mais esperada pelos loucos por ação é Velozes e Furiosos 4. Eu fico me perguntando, o que se pode esperar de um filme como esse? Vin Diesel e Paul Walker voltam a estrelar o filme juntos, já que a continuação do primeiro não contou com a participação de todos os personagens. Vou dar apenas uma introdução da história: a história começa com o funeral de uma amiga em comum do grupo que participou do primeiro filme. Dom, personagem de Vin Diesel, está foragido (sempre complicações por causa dos rachas) mas volta a Los Angeles para descobrir quem matou sua amiga. Os assassinos estão envolvidos com tráfico de drogas. Isso traz em cena Paul Walker, que está no FBI e mais uma vez está metido no meio dos rachas para conseguir manter a lei e justiça. Esses policiais são tão bonzinhos nos filmes, não? O site Omelete citou que, entre os filmes da série, esse é o que menos abusa de ação e rachas tensos e foi por isso que Diesel aceitou o papel, ele quer mais dramas e interpretação nas cenas.
Mas assisti ao trailer e deu pra ver que o tipo de entretenimento que filme oferece é o facão atrás de facão – mesmo que em menor número. Para quem não conhece a expressão, é o tipo de filme em que algumas cenas são impossíveis de acordo com a realidade. Os personagens principais, os mocinhos, conseguem alcançar todas as façanhas. Não assisti ainda ao filme, mas aposto que os vilões vão se dar bem até a metade da história. A partir daí, Vin Diesel vai ficar com tanta raiva e sede de justiça, que vai resolver tudo a qualquer preço e Paul Walker vai atrás, para assegurar que tudo saia dentro da lei. Assista ao trailer e preste atenção na última cena – é uma verdadeira e exagerado facão!

Não afirmo que não vou assistir ao filme. Se surgir a oportunidade, com certeza estarei lá, sentada na frente da TV com os olhos grudados e me divertindo com tanta falcatrua. Filmes assim fazem bem, é o como Carga Explosiva 3, que fez meu fim de semana mais divertido na semana passada.
Minha semana vai ser de muitos filmes. Estou em Palmas, aqui não tem cinema, mas com certeza não deixarei de visitar a locadora fielmente todos os dias. Afinal, o que mais pode se fazer por aqui? Até amanhã...

Por Fernanda Giotto Serpa